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Política

Bolsonaro diz que decisão do STF sobre homofobia foi “completamente equivocada”

Presidente voltou a prometer um ministro evangélico no Supremo.

Michael Caceres

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Jair Bolsonaro na CONAMAD. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia e transfobia, classificando como “completamente equivocada”. A declaração foi dada nesta sexta-feira (14) durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Em uma decisão que atropelou o Congresso Nacional, os ministros do STF decidiram, por 8 votos a 3, que a homofobia passa a ser crime de racismo. A decisão coloca em risco a liberdade de religiosa e de expressão. O presidente também vê ativismo judicial da Corte, que extrapola suas prerrogativas legais.

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Bolsonaro avalia também que a decisão do Supremo prejudica os homossexuais, pois um empregador pensará “duas vezes” antes de contratá-los. O presidente da República acredita que o Legislativo ainda teria muito o que discutir sobre o tema, antes de criminalizar a homofobia.

Com a decisão no STF, o presidente voltou a avaliar a possibilidade de indicar um ministro evangélico para o Supremo, “em especial depois da decisão de ontem”, declarou. Ele já havia feito essa declaração no final de maio, em uma Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério de Madureira, em Goiânia.

“Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse Bolsonaro na ocasião.

Mesmo com pedidos feitos pela Frente Parlamentar Evangélica para que a decisão fosse adiada, os ministros do STF ignoraram a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, classificando como “omissos” por não terem decidido nada a respeito. Mas o tema é sensível a sociedade e já vem sendo objeto de discussão no Congresso Nacional.

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