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Opinião

Bolsonaro deve defender Dallagnol. Ou: A Orcrim contra-ataca

Organização criminosa quer punir o procurador.

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Deltan M. Dallagnol. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro tem o dever de defender Deltan Dallagnol. Afinal, a Lava Jato foi um dos principais fatores para sua condução à Presidência da República. O contrário estará fortalecendo a organização criminosa (Orcrim) que assaltou o país.

Senão, vejamos: criminosos invadiram a privacidade de autoridades e, mancomunados com uma mídia militante, expuseram diálogos atribuídos a eles. Nada de novo. As mensagens trocadas pelo Telegram não inocentam ninguém.

Entre as mensagens atribuídas a Deltan Dallagnol, que comanda a força-tarefa em Curitiba, e o ex-juiz Sérgio Moro, responsável por condenar gente grande da política, está o incentivo a investigação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Esse imbróglio deu vida nova a Orcrim, que agora pressiona pelo afastamento do procurador do comando da Lava Jato. Coisa sem pé nem cabeça! Querem usar mensagens obtidas de forma ilegal, por meio da invasão dos celulares feita por hackers, com o fim de atingir a Lava Jato.

Falo, caros leitores, sobre a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público Federal (CNMP) de reabrir uma investigação contra o procurador Deltan, com base no conteúdo das mensagens trocadas por ele no aplicativo Telegram.

O CNMP derrubou a decisão do corregedor Orlando Rochadel, que havia arquivado o procedimento, atendendo ao pedido de dois conselheiros, autores da representação inicial contra Dallagnol.

Na mesma sessão, os conselheiros decidiram rejeitar um pedido do procurador responsável pela Lava Jato, onde buscava suspender a apuração de um suposto desvio de conduta numa entrevista concedida por ele à CBN com críticas à atuação de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

O Conselho Superior também decidiu abrir processo administrativo disciplinar contra o procurador Castor de Mattos, um dos procuradores que também atua na força-tarefa de Curitiba.

Num artigo publicado em jornais, Castor criticou a Justiça Eleitoral por ser complacente com a corrupção. O procurador afirmou que a Justiça Eleitoral é um paraíso para políticos corruptos. Está errado?

Até a procuradora-geral Raquel Dodge votou pela abertura do processo contra Castor. Aí é que entra o presidente da República, que terá o poder de indicar o próximo chefe da PGR. Bolsonaro até agora nada disse sobre a perseguição que sofre Deltan.

Vamos ver. O procurador Deltan Dallagnol trabalhou nos últimos anos de forma implacável para punir os corruptos, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior criminoso que este país já teve – tanto pela exposição, quanto pelo volume roubado dos cofres públicos.

Agora, criminosos buscam punir o procurador por – vejam só! – ter trocado mensagens com outras autoridades enquanto investigava bandidos. Parece piada, mas eles querem afastar o procurador por ter buscado punir os membros da Orcrim.

Os covardes e desleais têm um senso particular sobre o que é Justiça… Enxergam no Judiciário uma mão amiga aos crimes de colarinho branco. Como se sabe, o STF é o foro que deveria punir esses bandidos. Vamos em frente.

Esperamos agora, que o presidente da República manifeste sua opinião crítica ao que estão tentando fazer com o procurador da Lava Jato. Seria bom até sinalizar a indicação de seu nome para ocupar o cargo de chefe do Ministério Público Federal.

Atenderia aí duas demandas: agradaria a sociedade, aqueles que defendem a Lava Jato, e agradaria aos evangélicos, já que Deltan faz parte do segmento.

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