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Ciência & Saúde

Bloquear hormônios das crianças que se dizem trans “é algo diabólico”, afirmam médicos

“O primeiro erro ideológico que muitos cometem é tentar redefinir o que é o sexo”, protesta especialista

Publicado

em

Ideologia de Gênero


Especialistas alertam que administrar bloqueador de hormônios para crianças que sofrem de disforia de gênero é um “empurrão diabólico” para estimular as crianças confusas, que se declaram transexuais a “trocar de sexo”. Em entrevista ao Christian Post, os endocrinologistas pediátricos Paul Hruz e Michael Laidlaw, disseram que tal medicação não deveria ser usada para essa finalidade.

Não há estudos científicos que demonstrem todos os efeitos colaterais físicos e psicológicos do uso dessa droga em crianças. “O Lupron e outros hormônios sintéticos estão devastando seus corpos em desenvolvimento, alterando suas psiques e colocando-os num caminho de esterilização permanente”, afirmaram os especialistas.

Atualmente, os endocrinologistas que se recusam a apoiar esses tratamentos experimentais lutam para que suas opiniões sejam reconhecidas. Por outro lado, muitos médicos dessa especialidade sequer sabem o que está acontecendo em dezenas de clínicas transgêneras e em hospitais infantis.

Influências ideológicas

Os bloqueadores de hormônios são, de fato, usados em crianças para tratar de puberdade precoce. O objetivo é atrasar os sinais puberais – transição entre infância e adolescência.

Os endocrinologistas explicam que é muito comum na pediatria prescrever um medicamento sem receita médica. “Sempre que um médico faz isso, está assumindo um risco significativo, porque se algo der errado eles são responsáveis”, disse Hruz, professor na Universidade de Medicina de Washington, em St. Louis (EUA).

“Logo, os que os ativistas transgêneros estão fazendo é contraditório ao que a classe médica conhece como desenvolvimento normal”, disse. “Há evidências claras de que o medicamento influencia a densidade óssea”, continuou.

Para o especialista, as fortes influências ideológicas impulsionam todo esse paradigma. “O primeiro erro ideológico que muitos cometem é tentar redefinir o que é o sexo”, protestou. “O sexo não é algo que pode ser atribuído a uma criança, ele é simplesmente reconhecido”, lembra.

Disforia de gênero é questão psicológica

Ainda segundo Laidlaw, “poucos médicos estão dispostos a se levantar e dizer: Precisamos questionar isso, há algo errado aqui. Por que estamos usando drogas contra o câncer em crianças sem câncer e bloqueando a puberdade normal?”.

Muitos pais já mudaram de ideia em relação a esse tipo de tratamento, mas muitos estão sendo informados que, sem ele seus filhos poderiam cometer suicídio. O médico americano esclareceu que esses pais foram intimidados.

“É uma tática de intimidação inserir o tema suicídio ao contexto. Essas crianças deveriam estar fazendo terapia psicológica e recebendo aconselhamento, não tomando hormônios”, disparou.

Ele esclareceu que a disforia de gênero não é uma condição endócrina, mas psicológica e deve, portanto, ser tratada com cuidado psicológico apropriado. “Mas ela se torna uma condição endócrina quando você começa a usar bloqueadores da puberdade e administra hormônios sexuais em crianças”, concluiu.

Origem do tratamento com hormônios

A maioria das crianças submetidas a esses bloqueadores da puberdade normalmente têm órgãos sexuais funcionais. “Os médicos que prescrevem esse tipo de tratamento não estão olhando para as evidências”, alegou.

A maior evidência é que a grande maioria dessas crianças afetadas pela disforia de gênero são “realinhadas espontaneamente” com o sexo biológico. Hruz explica que essa tentativa de alinhar a aparência do corpo a uma identidade transgênera nunca resolveu o problema de crianças com disforia.

O raciocínio era que a paciente deveria tomar a droga porque os efeitos de passar pela puberdade seriam muito traumáticos. Então a “pausa” desses sinais no cérebro daria tempo para ela se ajustar e depois decidir se passaria para a transição cirúrgica.



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