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Política

Bancada evangélica barra manobra da esquerda para acabar com ensino religioso confessional

Deputado João Campos (PRB/GO) comemora a retirada de pauta da homologação como “uma conquista”.

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Comitiva da Frente Parlamentar Evangélica
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A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) barrou na tarde desta quarta-feira (12) uma manobra que poderia acabar com o ensino religioso confessional no Brasil desde o ensino básico até o ensino superior. Ou seja, as escolas cristãs seriam impedidas de divulgar sua profissão de sua fé e ensinar os valores fundamentais da igreja que as mantém.

Uma comitiva da FPE visitou hoje, em Brasília, o ministro da educação, Rossieli Soares, a fim de pedir apoio para barrar a homologação do texto sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o curso de graduação em Ciências das Religiões.

O grupo, liderado pelo presidente da Frente, Pastor Takayama, e composto pelos deputados João Campos, Arolde de Oliveira, Sóstenes Cavalcante e Gilberto Nascimento, pediu ao ministro que não assinasse o documento, que segundo eles, seria nocivo para a educação confessional no Brasil.

“Normalizaria e educaria quem? Seria o fim do ensino convencional. A esquerda quer nos presentear com um “cavalo de Tróia”. Não poderiam mais ensinar a religião professada por estas instituições nas escolas sem se falar em ocultismo e tudo mais que vimos por aí. Era um cavalo de Tróia”, disse Takayama.

As DCNs são leis que dão metas e objetivos a serem buscados em cada curso e, se aprovado o texto, além de ir contra decisão do STF em 27 de setembro de 217, quando julgou improcedente a ADI 4439 que questionava o modelo de ensino religioso nas escolas da rede pública de ensino do país, normalizaria o ensino de forma contrária à sociedade cristã.

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O ministro atendeu a bancada de forma positiva e prometeu não agir sem conversar novamente com os membros da Frente. Nova reunião foi marcada para quarta da próxima semana. Para o deputado federal João Campos (PRB/GO), a retirada de pauta da homologação pelo ministro já foi “uma conquista”.

* Colaborou Oswaldo Eustáquio, de Brasília

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