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Internacional

Autoridade Palestina publica seu orçamento anual para terrorismo, desafiando Trump

Alegando dificuldades financeiras para seus ‘refugiados’, pediu ajuda ao Brasil

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Mahmoud Abbas

O site Palestinian Media Watch (PMW) traduziu do árabe o orçamento para 2018 da Autoridade Palestina (AP). Ao mesmo tempo em que o governo de Mahmoud Abbas luta no Ocidente para que os Estados Unidos não cortem os repasses feitos através de programas da ONU, destina 7,47% de suas verbas para pagar salários de terroristas que estão presos e recompensas para as famílias dos que se tornaram “mártires” ou estão feridos.

Segundo o PMW, pela primeira vez desde 2014, a AP está pagando diretamente à Comissão de Prisioneiros, que recompensa aqueles que realizaram ataques terroristas. Para o governo de Israel, isso é o suficiente para que a AP possa ser declarada uma “organização terrorista”, como já ocorre com o Hamas, grupo político-militar que controla a Faixa de Gaza.

O orçamento operacional dos Territórios Palestinos para este ano totaliza U$ 4,76 bilhões. A previsão é que os salários para terroristas presos seja U$ 158 milhões e o pagamentos para famílias de “mártires” e feridos será de U$ 197 milhões.

Sendo assim, a despesa total para a recompensa de atos terroristas para algumas centenas é de U$ 355 milhões. Em comparação, o Ministério da Saúde terá um orçamento de U$ 514 milhões para atender uma população de 5 milhões de palestinos.

O anúncio do orçamento foi visto como uma afronta aos Estados Unidos, sendo divulgado poucos dias após o Congresso aprovar a Lei Taylor Force, que cortou quase toda a ajuda que o governo americano dava à Autoridade Palestina.

O argumento do gabinete de Donald Trump é justamente o patrocínio contínuo aos terroristas e subsídios para as famílias daqueles que morreram ou estão presos por seu envolvimento nessas atividades. Taylor Force é o nome de um ex-soldado americano que foi assassinado por um palestino em 2016, quando fazia turismo em Israel.

Pedido de ajuda

Paralelamente, a Autoridade Palestina, que depende amplamente de doações estrangeiras, acusa Trump de “terrorismo econômico”. No início do ano, os Estados Unidos reduziram pela metade o orçamento que seria repassado à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA). Doou U$ 60 milhões e reteve US$ 65 milhões após o Departamento de Estado norte-americano declarar que a UNRWA precisa fazer “reformas” e prestar contas da utilização do dinheiro.

O comissário-geral da UNRWA, Pierre Kraehenbuehl, vem apelando para outros países doarem aos palestinos numa “campanha global de financiamento”. As verbas seriam usadas para manter escolas e clínicas da agência para refugiados. Porém, não houve qualquer pedido de transparência sobre o uso do dinheiro por parte da Autoridade Palestina.

No Brasil debate-se desde o início do ano um pedido de doação de R$792 mil para a Palestina, que seriam usados na reforma da Basílica da Natividade, em Belém. Atualmente o repasse está parado graças à atuação do deputado pastor Takayma (PSC/PR).

No início de março, segundo reportagem da Folha de São Paulo, o ministro das Relações Aloysio Nunes esteve em visita oficial à Palestina, onde se encontrou com Kraehenbuehl. O chanceler admite que o Brasil recebeu um pedido para contribuir para “cobrir o buraco deixado pelo corte americano”, mas não dispõe de recursos para isso.

Contudo, em reunião com o presidente palestino Mahmoud Abbas, o ministro palestino das Relações Exteriores Riyad Maliki, e o primeiro-ministro Rami Hamdallah, debateu sobre projetos de cooperação entre os dois países, que incluiria a construção de um hospital para cirurgias cardíacas que funcionaria com um braço na Cisjordânia e outro na faixa de Gaza. A informação foi comemorada pelos palestinos, como noticiou o jornal Al Mostsr.

Ao passo que afirma que estar com dificuldades financeiras, a Autoridade Palestina continua investindo na compra de armamentos e realizou pesados exercícios militares nos últimos dias na fronteira com Israel. Com informações de Times of Israel

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