Siga-nos!

Sociedade

Ator acusa Bolsonaro de censurar filme contra cura gay; presidente rebate: “Tenho mais o que fazer”

“Tenho mais o que fazer”, foi a resposta dada por Bolsonaro ao ator

em

Boy Erased
Boy Erased. (Foto: Divulgação)

O ator Kevin McHale, 30 anos, declarou que o filme “Boy Erased – Uma Verdade Anulada” não será lançado no Brasil por ter sido censurado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O longa conta a história de um filho de pastor que é forçado a passar pela “cura gay”. O ator e também o autor do livro, Gerrad Conluey, acusaram o presidente Jair Bolsonaro pelo cancelamento do filme que estava com estreia prevista para 31 de janeiro.

McHale escreveu: “Então começou. Boy Erased acabou de ser banido do Brasil. Bolsonaro é perigoso e uma ameaça à comunidade LGBTQ+ no Brasil. Censurando um filme sobre o perigo da terapia de conversão é apenas o começo. Além disso, Bolsonaro não tem que tomar pessoalmente a decisão, mas por causa do ambiente anti-LGBT que ele criou e cultivou, se traduzirá em decisões como esta”, acusou.

Também pelo Twitter, o presidente negou que tenha qualquer relação com a não exibição do filme. “Fui informado de que um ator americano está me acusando de censurar seu filme no Brasil. Mentira! Tenho mais o que fazer. Boa noite a todos!”, escreveu.

Cancelamento foi questão comercial

A Universal Pictures, distribuidora do longa, precisou se manifestar sobre o tema e explicar o motivo para não lançar o filme foi “uma questão comercial” e não política, listando outro lançamento que fora cancelado pelo mesmo motivo.

“Não houve censura alguma. A Universal Pictures não lançará ‘Boy Erased’ nos cinemas, única e exclusivamente, por uma questão comercial baseada no custo de campanha de lançamento versus estimativa de bilheteria nos cinemas. Acordo com nosso escritório regional. ‘Bem-vindos a Marwen’, também previsto para este ano, não será lançado pelo mesmo motivo”, diz a nota do estúdio.