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Sociedade

Ativistas pró-vida alertam para o arrependimento pós-aborto

Pesquisa diz que maioria das mulheres que tiraram seus filhos não se arrependem

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"Me arrependo de ter abortado". (Foto: Alex Wong / Getty Images)

Defensores pró-vida e líderes religiosos estão desafiando os resultados de um estudo onde se afirma que a maioria das mulheres que fizeram um aborto não se sente arrependida.

Feita pela Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) com 667 mulheres em 30 clínicas de aborto eletivo, a pesquisa concluiu que 71% delas expressou sentimentos positivos ou nenhuma emoção uma semana depois do aborto e 84% após cinco anos do procedimento.

Uma das autoras do estudo, Corinee Rocca, revelou que o estudo prova que a ideia de que as mulheres desenvolvem emoções negativas após um aborto é um “mito”.

Os resultados são criticados por entidades que trabalham com mulheres que sofreram após o procedimento e, por isso, contestam os dados da pesquisa.

O pesquisador Michael J. New observou que as mulheres que se voluntariam para responder a perguntas após um aborto são mais propensas a se sentirem positivas sobre o assunto e, portanto, os resultados não representam todo o espectro de mulheres que abortaram.

Cristãos que trabalham no ministério com mulheres que abortaram revelam também que muitas delas sentem arrependimento muito tempo depois dos cinco anos que foram analisados na pesquisa.

“A maioria das mulheres que vemos geralmente são 15, 20, 30, 40 anos após o procedimento”, disse Carrie Bond, ex-diretora nacional de treinamento da Surrendering the Secret em entrevista ao Christianity Today.

Abby Johnson, ex-funcionária da Planned Parenthood que se tornou advogada pró-vida, compartilhou uma observação semelhante no Twitter: “Aqui está uma conversa real. O trauma geralmente não se apresenta até 10 a 15 anos de evento pós-traumático. Essas mulheres não têm ideia de como se sentirão em relação ao aborto muitos anos depois”.

Bond também questionou a conclusão dos pesquisadores de que a falta de emoção é positiva. Longe de ser uma coisa boa, ela disse que pode ser realmente evidência de trauma.

Um dos sintomas mais comuns do estresse pós-aborto que ela vê nas mulheres é a dormência emocional. Um estudo realizado no início dos anos 90 por pesquisadores pró-vida descobriu que 92% das mulheres experimentam algum nível de “amortecimento emocional” até 10 anos após o procedimento.

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