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Internacional

Atentados na Costa do Marfim visavam apenas cristãos

Jihadistas fizeram 16 vítimas em hotel

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O ataque terrorista ocorrido ontem (13) em Grand Bassam, cidade da Costa do Marfim recebeu pouca atenção da mídia brasileira. Ao total foram 22 mortos (14 civis, 2 militares e 6 terroristas), na praia em frente ao hotel Etoile du Sud.

O presidente Alassane Ouattara comunicou que seis dos atacantes foram mortos. Eles pertenciam ao Ansar Dine [Defensores da Fé], grupo extremista ligado à Al Qaeda africana. A facção fundada por Osama bin-Laden já matou mais de 50 pessoas em hotéis no Mali e no Burkina Faso desde novembro de 2015.

De acordo com testemunhas, quatro homens mascarados corriam pela praia em frente ao hotel enquanto atiravam com fuzis Kalashnikov e gritavam “Allahu Akbar [Alá é Grande], o que caracteriza como ação de um grupo de extremistas islâmicos.

O hotel onde ocorreram a maioria das mortes é muito popular entre os turistas europeus. Mas até o momento, apenas um francês aparece na lista de mortos. Este ataque assemelha-se ao que ocorreu no ano passado, na praia de Sousse, na Tunísia, deixando 38 mortos, na sua maioria turistas. O ataque foi atribuído a terroristas ligados ao Estado Islâmico.

Segundo agências de notícias, uma testemunha identificada como Marcel Guy conta que viu os terroristas conversando com dois meninos na beira da praia. Depois de alguns segundos um deles se ajoelhou e começou a fazer orações em árabe.

A outra continuou olhando para eles quando recebeu um tiro na cabeça. A conclusão é que eles pouparam o menino muçulmano pois seu alvo eram apenas os cristãos.

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