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Internacional

Ataques islâmicos contra cristãos aumentam na França

Centro de estudos indica que foram 376 ataques registrados

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Os ataques islâmicos contra cristãos na França intensificaram-se em 2016. O país experimentou um aumento de 38% em incidentes do tipo. O Centro de estudos Observatório da Cristofobia revelou que eles passaram de 273 em 2015 para 376 no ano passado, sendo que a maioria desses incidentes ocorreu no mês de dezembro.

Muitos ataques ocorreram em igrejas e outros locais de culto. Uma igreja foi pichada com frases blasfemas. Uma imagem de Jesus Cristo no memorial católico da cidade de Fournes-en-Weppes foi atacada pelos islâmicos. Contudo, a demonstração mais extrema desse tipo de comportamento foi contra o padre Jacques Hamel, degolado por dois jovens islâmicos durante uma missa na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray.

Apesar da imprensa e do governo tentarem minimizar o fato de os assassinos terem ligações com o Estado Islâmico, líderes católicos tem se esforçado para que ninguém se esqueça disso e novos ataques não ocorram.

Durante uma missa em homenagem a Hamel, o arcebispo Dominique Lebrun alertou os extremistas islâmicos: “Vocês são atormentados pela violência diabólica, atraídos pelo desejo de matar gerado por uma loucura demoníaca e assassina, orem a Deus para que ele os liberte das mãos do diabo”.

Disse ainda que “Nós, cristãos, oramos por vocês, oramos ao Jesus que curou todos aqueles que estavam sob o poder do mal.”

Uma freira chamada Helene, que testemunhou o ataque ao padre Hamel, relata que o sacerdote gritou a Adel Kermiche e Abdel Malik Petitjean, ambos com 19 anos, “para trás, Satanás”. Isso não os impediu, pois logo o esfaquearam. A polícia chegou ao local minutos depois e matou os jihadistas enquanto eles tentavam fugir.

Após o assassinato, o primeiro-ministro francês Manuel Valls disse ao jornal Le Monde: “a França precisa repensar sua relação com o Islã”. Contudo, nenhuma ação prática nesse sentido foi tomada pelo governo.

Antissemitismo francês

O radicalismo islâmico também tem influenciado os judeus para que deixem a França em ritmo sem precedente desde a formação de Israel em 1948.

Diante da escalada do antissemitismo e do medo de outros ataques terroristas por simpatizantes do Estado Islâmico, mais de 8 mil judeus abandonaram o país rumo a Israel em 2015. Trata-se de uma taxa bem maior que os outros países europeus. Em 2016, um quarto de todos os judeus que voltaram para Israel eram franceses.

Uma pesquisa da União Europeia, em 2013, revelou que 74% dos judeus franceses têm tanto medo de serem atacados devido à sua religião que tomam medidas para evitar serem reconhecidos como judeus. O crescimento da imigração muçulmana para a França e os chamados do Estado Islâmico para mais ataques de lobos solitários — a cidadãos judeus, em particular — contribuíram para o temor. Com informações Christian Today



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