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Opinião

Ataques contra Bretas expõem o preconceito e a guerra contra a justiça

Um evangélico preza pela justiça, pela liberdade e pelos direitos constitucionais.

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Marcelo da Costa Bretas (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Acreditem! O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, foi atacado por ser evangélico e por estar sendo cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Responsável pela Lava Jato no Rio, o magistrado é um nome forte para o cargo.

Pois é… O caso é que Bretas agrada os eleitores de Bolsonaro, pois tem firmeza no combate a corrupção, além de expressar sua fé nas redes sociais: é evangélico convicto. Ou, como diria o presidente da República: “Terrivelmente evangélico”.

Lembremos que o presidente, ao participar de um evento da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em Goiânia, no dia 31 de maio, questionou se não estaria na hora de a Corte ter um magistrado evangélico. “Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, questionou.

Tão logo a questão foi levantada pelo presidente, o nome do magistrado passou a ser especulado para o cargo. Pela qualidade técnica, pelo histórico como evangélico praticante e pelo fato de ser um dos nomes fortes na luta contra a corrupção.

Dois dias depois da declaração de Bolsonaro sobre a necessidade de um juiz evangélico, Marcelo Bretas desembarcou em Brasília para uma conversa sigilosa no Palácio do Planalto. Nada se sabe sobre o diálogo, mas o fato é que o juiz tornou-se um forte candidato a vaga que abrirá em 2020, com a aposentadoria compulsória do ministro Celso de Mello.

Pois bem! Mas voltemos ao tema. A possível indicação de um juiz evangélico para o cargo de ministro do STF levantou uma enxurrada de críticas. Aquela balbúrdia de sempre: a laicidade do Estado. Ou seria o ateísmo do Estado?

Interessa muito a essa turma excluir os cristãos do debate político, pois assim avançariam muito na destruição dos valores e na desconstrução da cultura judaico-cristã. Fingem defender a democracia, mas gostariam mesmo é de silenciar a voz da maioria conservadora. Mas não vem ao caso.

O fato é que um tal Juan Arias – que nunca tinha ouvido falar – escreveu um artigo de opinião no El País Brasil sobre “A estranha paixão do presidente Bolsonaro por juízes e magistrados”. Arias levanta a possibilidade de Bretas desbancar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Ele chega a questionar a própria interpretação da Bíblia pelo juiz do Rio, afirmando que Bolsonaro, Moro e Bretas veem a Bíblia sobre “o prisma do Antigo Testamento em que tudo gira ao redor de um Deus vingativo”, sugerindo que isso faz com que “não vejam uma separação clara entre a Justiça e a Política”.

Pelo visto o jornalista, posando de teólogo dissidente, não leu a Bíblia. Se leu, não entendeu, já que toma inclusive um período histórico do povo hebreu, quando regido por juízes, para afirmar que Bretas toma como exemplo aquele tempo.

Ninguém precisa, se me permitem o trocadilho, ler a Bíblia para saber que um evangélico preza pela justiça, pela liberdade e pelos direitos constitucionais. Mas no caso em questão, o interesse é outro: quer desmoralizar o juiz a partir de sua fé.

Mais do que isso, o dito jornalista quer ensinar o magistrado como deveria proceder, inclusive evidenciando a guerra que há contra a Justiça. A verdadeira, não aquela que protege bandido e se vende para os corruptos que deveria combater. Puro preconceito!

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