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Internacional

Ataque terrorista na Suécia deixa 5 mortos

Trata-se do quarto ataque usando veículos na Europa

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Atentado na Suécia

A Suécia testemunhou um atentado terrorista com um caminhão nesta sexta-feira (7), que deixou pelo menos 5 mortos. O Serviço de Segurança Sueco tentou negar, mas o primeiro-ministro Stefan Löfven admitiu em coletiva de imprensa que não foi acidente, mas um ato premeditado.

A rádio pública sueca confirma que são ao menos cinco vítimas fatais. Um homem suspeito de conduzir caminhão foi preso pela polícia, que procura um segundo envolvido. Nenhum nome foi divulgado.

O veículo usado no ataque, de uma famosa cervejaria local, foi roubado pouco tempo antes de atropelar pedestres em Drottninggatan, um calçadão turístico, local de compras no centro da capital Estocolmo. O local é fechado para veículos, o que descarta a possibilidade de um acidente de trânsito.

Por enquanto a polícia não divulgou detalhes das investigações, mas o país está em alerta. Os trens e metrô na estação central, próxima ao local do atentado, foram suspenso. A sessão de hoje no parlamento foi cancelada.

A Suécia é um Estado sem histórico desse tipo de violência, sendo também um dos países que mais recebeu imigrantes islâmicos desde o início da “crise humanitária” que aflige a Europa, numa média de 160 mil por ano.

Outro aspecto que chama atenção é que dali saíram pelo menos 300 pessoas para se juntar ao Estado Islâmico na guerra travada na Síria e no Iraque. Isso faz da Suécia um dos maiores exportadores “per capita” de extremistas da Europa.

Até agora nenhum grupo terrorista assumiu a autoria do atentado, mas o método usado lembra outros ataques recentes em solo europeu, cujos autores estavam ligados aos extremistas do Estado Islâmico e roubaram caminhões para atropelamento em locais que reuniam multidões.

Em 14 de julho de 2016, o imigrante muçulmano Mohamed Lahouaiej Bouhlel usou um caminhão para atropelar 84 pessoas, deixando cerca de uma centena de feridos em Nice, França.

Seis meses depois, perto do Natal, um outro caminhão foi usado para matar 12 pedestres em uma feira, causando ferimentos em pelo menos 50 pessoas. O motorista também era um refugiado muçulmano.

O mais recente atentado do tipo, ocorrido em 22 de março em Londres, não foi com um caminhão, mas com um veículo 4×4. Um britânico convertido ao Islã matou cinco pessoas – quatro civis e um policial – e deixou 31 feridos, tendo atropelado quem passava na ponte de Westminster.

Método estimulado pelo Estado Islâmico

Com o enfraquecimento dos jihadistas na Síria e no Iraque, após a derrocada do califado islâmico, grupos terroristas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda passaram a pedir que seus membros e simpatizantes usassem “quaisquer meios disponíveis”.

“Chegamos a um ponto em que organizações terroristas querem criar um ambiente no qual possam atacar em qualquer parte, a qualquer hora e usando qualquer método”, disse um oficial de segurança europeu.

Em 2010, o braço iemenita da Al-Qaeda já encorajava o uso de caminhões como arma. A revista oficial do grupo, Inspire, sugeria que os fiéis usassem um caminhão “como uma ceifadeira, não para cortar grama, mas para ceifar a vida dos inimigos de Alá”.

O artigo, de três páginas, incluía dicas para ampliar a matança, orientações sobre os melhores veículos a serem utilizados.

Num dos vídeos divulgados em 2014, Abu Muhammad al-Adnani, principal porta-voz do Estado Islâmico, pedia aos seus apoiadores: “Se vocês não tiverem uma bomba ou uma arma de fogo, surpreendam os infiéis americanos, franceses e seus aliados. Arrebentem suas cabeças com pedras, usem facas, atropelem com carros, empurrem de lugares altos, matem-nos com choques elétricos”.

Dois anos depois, a revista eletrônica Rumiyah, do Estado Islâmico, defendia as virtudes de se usar grandes caminhões carregados para causar “banhos de sangue”. Com informações das agências

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