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Sociedade

Assessor de Bolsonaro é condenado a pagar R$ 100 mil por “homofobia”

“Homem tem que ser homem. Mulher é mulher”, defende Victório Galli.

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Victório Galli
Victório Galli. (Foto: Reprodução / Facebook)
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O ex-deputado Victório Galli (PSL/MT) e atual assessor especial da presidência da República, foi condenando pela juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada de Ação Popular de Cuiabá, a pagar R$ 100 mil de multa pela prática de “homofobia”.

A Ação Civil Pública ajuizada pela Defensoria de Mato Grosso pedia, inicialmente, R$500 mil a título de reparação por danos morais coletivos. Na sentença, divulgada neste dia 27 Vidotti diz ter levado em conta “os elementos discriminatórios” de diferentes declarações do então deputado.

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O beneficiário do montante da multa será destinado a uma entidade sem fim lucrativo que tenha, dentre seus objetivos, a promoção de ações que visem combater a violência e a discriminação praticada contra a classe LGBT.

Em uma entrevista dada por ele à rádio Capital, de Cuiabá, o ex-parlamentar declarou: “Onde é que se viu há tempos atrás homem usar saia, homem vestir roupa de mulher, vestir sutiã, deixar os peitos crescer, faz tudo querendo ser mulher? Onde que via isso lá atrás? Estão chamando isso de modernidade. Isso é sem-vergonhice. Entendeu? Homem tem que ser homem. Mulher é mulher”.

Conforme alega a magistrada, as declarações de Galli “estão carregadas de preconceito, de repúdio e representam um julgamento do certo e do errado, quando se refere às pessoas homossexuais, ou seja, àquelas pessoas cuja preferência sexual não corresponde ao padrão social da heterossexualidade”.

Assegurou também que as falas do ex-deputado geraram “constrangimento” às pessoas homossexuais e a multa tem finalidade “pedagógica… de forma a desestimular novos ilícitos”.

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A defesa de Victório Galli recorreu da decisão, alegando que ele estava apenas “expressando sua opinião”, argumento rejeitado pela juíza.

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