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Internacional

Arqueólogos podem ter encontrado Emaús, onde Jesus apareceu após a crucificação

Emaús fica a 11 quilômetros de Jerusalém.

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Vista para a colina de Quiriate-Jearim. (Foto: Ariel David)

Arqueólogos de Israel dizem ter descoberto a verdadeira localização de Emaús, a cidade bíblica onde Jesus apareceu pela primeira vez a dois de seus seguidores depois de ser crucificado e ressuscitado.

Segundo o jornal Haaretz, os pesquisadores descobriram as enormes muralhas de 2.200 anos de uma fortificação helenística que se acredita ter sido construída pelo general selêucida que derrotou Judas, o Macabeu.

Desde 2017, uma equipe franco-israelense está escavando uma colina com vista para Jerusalém, conhecida como Quiriate-Jearim.

O arqueólogo da Universidade de Tel Aviv Israel Finkelstein e Thomas Römer, professor de estudos bíblicos no College de France, argumentam que a colina de Quiriate-Jearim e a cidade adjacente de Abu Ghosh devem ser identificadas como Emaús.

“A importância deste local, sua posição dominante sobre Jerusalém, foi sentida repetidamente ao longo do tempo: no século VIII a.C, e novamente no período helenístico e depois da Primeira Revolta Judaica e do saque de Jerusalém em 70 d.C.”, disse Finkelstein ao Haaretz.

Escavações em Quiriate-Jearim. (Foto: Ariel David)

Segundo o Evangelho de Lucas, Jesus apareceu diante de dois discípulos que estavam caminhando para Emaús. “Enquanto conversavam e discutiam juntos, o próprio Jesus se aproximou e foi com eles. Mas seus olhos foram impedidos de reconhecê-lo”, diz Lucas 24:14.

Ainda segundo o livro de Lucas, a vila de Emaús ficava a 60 estádios de Jerusalém, uma medida que se traduz em aproximadamente 11 quilômetros, aproximadamente a distância que separa Jerusalém da colina de Quiriate-Jearim e Abu Ghosh hoje.

Mapa da localização de Quiriate-Jearim. (Foto: Ariel David)

“Geograficamente, acho que a distância para Jerusalém se encaixa bem, então acho que Quiriate-Jearim poderia ter sido o Emaús do Novo Testamento”, conclui Römer.

No entanto, Benjamin Isaac, professor emérito de história antiga da Universidade de Tel Aviv, tem suas dúvidas sobre a descoberta.

“Finkelstein e Römer têm um bons argumentos arqueológicos, geográficos e topográficos”, disse ele. “No entanto, é uma hipótese e permanece uma hipótese”.

Isaac, que não participou do estudo, diz que há pelo menos dois outros locais próximos, com fortes reivindicações à cidade de Emaús.

Finkelstein e Römer publicarão um artigo sobre suas descobertas em 24 de outubro na revista “Novos estudos na arqueologia de Jerusalém e sua região”. Também será apresentado em uma conferência com o mesmo nome em Jerusalém.

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