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Apesar de perseguição, cristianismo ultrapassa 1 milhão de fiéis no Irã

Pesquisa secular confirma conversões cristãs no país islâmico.

Michael Caceres

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Jovem com as mãos levantadas em adoração (Scott Broome / Unsplash)

Uma pesquisa inédita realizada pelo instituto GAMAAN, revelou o que a grande maioria dos missiologistas já afirmavam, que o Irã vive um crescimento do Evangelho. De acordo com a pesquisa, pelo menos 1,5 por cento se identifica como cristão no país.

Os pesquisadores entrevistaram 50.000 iranianos, sendo que 90 por cento residindo no Irã, demonstrando que os cristãos já são mais de 1 milhão no país de maioria muçulmana. O grupo de pesquisa GAMAAN tem sede na Holanda e confirmou o crescimento do cristianismo.

A população iraniana é atualmente de aproximadamente 50 milhões de adultos alfabetizados e podem ter pelo menos 750.000 novos crentes, além dos cristãos armênios e assírios tradicionais no Irã, que somam 117.700, de acordo com as últimas estatísticas do governo.

Segundo o grupo GAMAAN, o número de cristãos no Irã já é “sem dúvida da ordem de várias centenas de milhares e está crescendo além de um milhão”. Os números podem representar uma mudança significativa para o Irã, que é um dos países mais fechados do mundo.

O Irã está em 9º lugar na lista de perseguição da organização Portas Abertas. Apesar do peso da perseguição, os cristãos iranianos demonstram estar suportando a intolerância da ditadura islâmica que, entre outras coisas, pode condenar a morte convertidos que abandonam o Islã.

Para chegar aos dados da pesquisa, o grupo fez 23 perguntas sobre a “atitude de um indivíduo em relação à religião” e à demografia, sendo que as perguntas foram conduzidas por professores associados às respeitadas universidades holandesas de Tilburg e Utrecht.

Surpreendentemente, a pesquisa revelou que apenas 32% dos entrevistados se identificaram como muçulmanos xiitas, enquanto que o regime iraniano estima seu número em 95%. Isso significa que o Irã também vive uma secularização massiva da sua população.

Os pesquisadores avaliam que o fato de o Islã ser um regime político no Irã demonstra que se o país se livrar da ditadura haverá uma explosão no número de cristãos e uma implosão do islamismo. Dados da pesquisa confirmam essa avaliação.

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