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Política

Alesp deixa de analisar fraude da merenda e vota projetos religiosos

Deputados aprovaram criação do ‘Dia de Ação de Graças’ na sessão

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Na sessão desta terça (19), a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) preferiu ignorar os requerimentos que foram protocolados para se investigar o escândalo da máfia da merenda escolar.

A denúncia do Ministério Público dá conta que uma cooperativa de agricultores, a Coaf, recebeu pelo menos R$ 7 milhões em contratos com 21 prefeituras, além do governo estadual, entre 2014 e 2015. A contratação seria para o fornecimento de alimentos e suco para a merenda escolar.

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Porém, foi apurado que parte desse valor acabava sendo para pagar propinas a intermediários e agentes públicos. Eles foram os responsáveis por facilitar ou fraudar as licitações e, com isso, beneficiar a cooperativa. Desde janeiro o assunto vem sendo divulgado pela mídia.

Contudo, na Alesp, a pauta que seria para se debater o esquema de fraude na merenda escolar no estado continua travada. O deputado Carlão Pignatari, do PSDB, pediu vistas de praticamente todos os requerimentos. A sessão foi encerrada sem que o assunto fosse debatido.

Por outro lado, os deputados presentes votaram projetos de cunho religioso como a criação da Virada Cultural Católica, de declarar a música gospel como patrimônio cultural imaterial do estado, e a promulgação do “Dia Estadual de Ação de Graças”.  O projeto de lei agora vai para a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O deputado Carlos Gianazzi (PSOL) defende que seja instaurada uma subcomissão para investigar a fraude das merendas. “Seria uma espécie de CPI feita de uma outra forma. Nós poderíamos convidar e convocar pessoas e ter mais mobilidade no sentido de fazer as investigações. É um recurso utilizado em algumas investigações. Mas nem isso eles permitiram que fosse aprovado”, declarou.

Por sua vez, o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), um dos deputados mais votados nas últimas eleições, nega todas acusações de sua participação na “máfia da merenda”. Com informações de G1

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