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Internacional

África vive pior praga de gafanhotos em décadas

Nuvem de insetos media 60 quilômetros de comprimento por 40 de largura.

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Gafanhotos invadem plantação na África. (Foto: AP Photo / Ben Curtis)

O Quênia vive o pior surto de gafanhotos dos últimos 70 anos, com centenas de milhões de insetos invadindo o país da África Oriental da Somália e Etiópia, enquanto os agricultores lutam como podem para tentar salvar suas colheitas.

Nenhum dos países havia tido uma infestação como essa nas últimas décadas, segundo informa o AP News, que também relata uma completa destruição de terras agrícolas em uma região que já vive situação vulnerável com a fome.

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A praga tem causado destruição de plantações inteiras, além de prejudicar a criação de outros animais, segundo Ndunda Makanga. “Milho, sorgo, feijão-caupi, eles comeram tudo”, disse.

O número de gafanhotos pode se multiplicar em 500 vezes quando vierem as chuvas de março, antes que o clima fique mais seco e contenha sua propagação, dizem as Nações Unidas.

A estimativa é que seja necessário cerca de US$ 70 milhões para a pulverização aérea de pesticidas, a única maneira eficaz no combate ao avanço dos gafanhotos.

Os insetos que invadem os países africanos são os gafanhotos cor de rosa, que chegam a deixar árvores inteiras rosadas quando se agarram aos galhos antes de decolar formando nuvens quilométricas.

Um pequeno enxame dos insetos pode consumir comida suficiente para 35 mil pessoas em um único dia, diz Jean Laerke, especialista do escritório humanitário da ONU em Genebra.

Cerca de 70.000 hectares (172.973 acres) de terra no Quênia já estão infestados. Kipkoech Tale, especialista em controle de pragas migratórias diz que “isso é enorme”.

“Estou falando de mais de 20 enxames que pulverizamos. Ainda temos mais. E mais estão chegando”, disse.

Um enxame pode conter até 150 milhões de gafanhotos que ocupam quilômetros quadrados de terras agrícolas em uma área equivalente a 250 campos de futebol.

Em destes enxames, que tomou áreas agrícolas no Quênia, insetos formaram uma nuvem que media 60 quilômetros de comprimento, por 40 quilômetros de largura.

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