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Mundo Cristão

Advogado muçulmano defende cristãos no Paquistão: “São vítimas de injustiça”

Profissional foi o responsável pelo caso da cristã Asia Bibi, condenada à morte pelo crime de blasfêmia que conseguiu ser absolvida

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Saif ul-Malook. (Foto: EPA)

O advogado Saif ul-Malook foi o responsável pelo caso da cristã paquistanesa Asia Bibi, que ficou por nove anos no corredor da morte após ser condenada por blasfêmia.

Como muçulmano, Malook se destaca na defesa de cristãos perseguidos no Paquistão, país que ocupa o 5º lugar entre os que mais persegue cristãos no mundo, e em entrevista ele explicou porque defende esse grupo de religiosos.

“Os cristãos no Paquistão não têm meios para se defender e por isso acabam sendo penalizados. Não têm protetores nas instituições como acontece com as famílias poderosas. Por essa razão, são bodes expiatórios e vítimas de injustiças”, disse o advogado ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano (LOR).

Ele também falou com alívio e alegria sobre o desfecho do caso de Asia Bibi, que agora está segura no Canadá com toda a sua família. “É um acontecimento que faz justiça a homens corajosos como Shahbaz Bhatti (já falecido) e Salman Taseer, que se expuseram e pagaram com suas vidas o esforço para defender Asia. Finalmente, é um forte sinal de esperança para toda a nação paquistanesa, onde venceram a justiça e o estado de direito”, disse o especialista.

Agora o advogado tem enfrentado as leis paquistanesas para defender outra cristão, Shafqat Masih, de 48 anos, que dividia a cela com Asia Bibi, também presa após ser acusada de blasfêmia. “A mulher e o marido precisam ser defendidos legalmente”, diz Saif ul-Malook.

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