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Opinião

Acabou o Natal?

Parece que temos caminhado numa tendência de ignorar os significados mais profundos da cultura, da história, da religião e da arte e vivermos apenas a superficialidade da vida.

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Se o Natal já acabou, então possivelmente ele só se tratava de mero feriado e dia de descer para a praia ou viajar para um sítio, ou reencontrar a família. Estamos vivendo tempos em que realmente tratamos tudo com muita superficialidade.

Somos a era do computador de bolso (smartphone), dos aplicativos. Para cada tipo de atividade que fazemos repetidamente, buscamos um tipo de aplicativo para tornar aquela atividade mais automatizada.

Parece que temos caminhado numa tendência de ignorar os significados mais profundos da cultura, da história, da religião e da arte e vivermos apenas a superficialidade da vida. Somos a geração que não se preocupa mais com a moral da história.

O que isto tem a ver com o Natal? São muitos os que acabam por pensar o Natal sem o sentimento da gratidão e glorificação a Deus por Sua tão grande salvação. Há também aqueles que acabam amaldiçoando o Natal por sua relação com a antiga festa pagã do solstício.

Aliás, é bom nesse caso lembrar do que Deus disse a Pedro: “Ao que Deus purificou não considere imundo” (Atos 10.15, obviamente que aqui se trata do alcance universal da salvação, mas podemos fazer uma certa analogia). Se esta data agora proclama Cristo, então não a ignoremos.

Não importa que outro significado ela tenha tido um dia! Precisamos considerar o Natal como algo significativo e que se estende para além dos dias 24 e 25 de dezembro. Podemos lembrar de que na noite do nascimento de Jesus Cristo houve uma imensa alegria entre a multidão dos seres celestiais:

“E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.” (Lucas 2.12–14)

Que alegria eles sentiram! Tenho certeza que esta alegria não durou apenas os dois dias do Natal, mas era a alegria que manifestavam desde a eternidade. E se isto é uma verdade, por que a celebração e alegria do Natal passa tão rápido?

Você acredita em Deus? Crê que Jesus Cristo é Senhor e Salvador de sua vida? Então hoje, ainda é dia de pensar sobre seu Natal. Não importa que dia da semana seja em que estiver lendo este texto. Deve sobre a continuação de seu Natal. Faça uma reflexão sincera sobre o significado de seu natal.

Seu Natal deveria ter sido uma noite de gratidão a Deus, pela grandiosa salvação que nos concedeu por meio da encarnação do Seu Filho. Seu Natal não deveria ter sido o cumprimento de uma tradição religiosa, um feriado superficial. Ir a igreja, assistir um belo musical, jantar uma ceia com a família, passar a noite inteira caminhado pelas ruas da cidade, na praia ou no sitio sem qualquer relação com a manifestação do ato redentor do nosso Deus.

Nosso Natal deve continuar para a vida. Ele não se trata de um feriado em que pausamos o tempo e experimentamos uma alegria momentânea e superficial, mas uma continuação do tempo que não se esgota, prossegue para a eternidade. Considerando seu profundo significado, o Natal inicia-se semanas antes do dia 25 com a celebração do Advento (chegada). Manifesta-se no dia 25 com a celebração do Nascimento e se estende até a páscoa com a celebração da Morte e Ressurreição de Cristo. Estas celebrações seguem com profundo significado até que um dia participemos da grande celebração nos céus. Cearemos com nosso Senhor Jesus Cristo em um grandioso banquete celestial.

Nosso Natal tem sentido e significado e por isso, ele não tem fim. É o Advento de Jesus que continua até a Parousia (presença, volta) de Jesus. Vamos continuar dia a dia a celebração do nosso Natal!

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