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Política

“Acabou a doutrinação ideológica de crianças e adolescentes no Brasil”, diz Damares Alves

Pastora assumiu o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos nesta quarta

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Questiona por jornalistas sobre sua religião e o cargo que passou a ocupar nesta quarta-feira (2), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi enfática ao declarar que não mudará suas crenças.

“O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã. Todas as políticas públicas neste país terão que ser construídas com base na família. A família vai ser considerada em todas as políticas públicas”, disse ela.

Pastora evangélica, Damares Alves atua a muitos anos na defesa das mulheres e dos índios, usando sua profissão, como advogada, para defender gratuitamente mulheres em situação de risco.

Em sua fala aos jornalistas, a ministra escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro fez questão de pontuar que trabalhará para defender a família, que é a base da sociedade.

“Minha pasta vai abordar o direito do índio, da mulher, do homem, do idoso, da criança, enfim, de toda a família brasileira. O objetivo e trazer mais vida e alegria para todos”, garantiu.

Em outro momento da entrevista, afirmou: “Neste governo, menina será princesa e menino será príncipe. Está dado o recado. Ninguém vai nos impedir de chamar nossas meninas de princesas e nossos meninos de príncipes”. A declaração é uma forte crítica à ideologia de gênero.

Sendo ainda mais clara sobre o tema, completou dizendo: “Um dos desafios é acabar com o abuso da doutrinação ideológica. Acabou a doutrinação ideológica de crianças e adolescentes no Brasil”

A nova ministram destacou ainda que os programas sociais não irão acabar, mas que todas as políticas públicas serão construídas com base na família. “Não dá mais para pensar em políticas públicas sem pensar no fortalecimento da família”, completou.

Encerrou afirmando que todas as formas de família serão respeitadas. “Eu e minha filha somos família. Nada vai tirar de nós este vínculo. Todas a configurações familiares neste Brasil serão respeitadas”, afirmou Damares, que adotou uma criança indígena.

Fotos: Lucinda Laboissière