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Sociedade

Aborto é a causa número 1 de mortes de afro-americanos, denuncia igreja negra

Organização tem se posicionado contra o aborto e intensificado suas atuações pró-vida

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Negra grávida. (Foto: Getty Images)
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Os negros representam 13% da população dos Estados Unidos, mas cerca de 30% dos bebês abortados são de mães negras, segundo dados do Censo dos EUA.

Se juntar o número de mortes por câncer, homicídio, acidentes de carro, AIDS, entre outros motivos para morte de afro-americanos, o aborto se sobressai, relata Leslie Monet, diretora internacional da Campanha de Vida Familiar da Igreja de Deus em Cristo (COGIC), uma denominação de maioria negra.

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“É o assassino número um de todos os afro-americanos no país”, disse em entrevista ao CBN News.

“Você pode adicionar câncer. Você pode adicionar AIDS. Você pode adicionar acidentes de carro, homicídios, crime, tiro. Coloque-os juntos e não será igual à quantidade de vidas que perdemos para o aborto”, completou.

O bispo presidente da COGIC, Charles Blake, tem falado sobre o tema pedindo atenção para o assassinato de bebês negros.

“As mulheres negras, de acordo com as estatísticas, têm quase quatro vezes mais chances de fazer um aborto do que as mulheres brancas”, explicou o religioso em 2014 durante uma conferência de mulheres.

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“E quase 65% daqueles que tiveram abortos nunca se casaram. Você está matando um ser humano. É um ser humano desde o momento em que é concebido”, acrescentou o religioso que lidera uma denominação com mais de 6,5 milhões de membros.

O trabalho da COGIC, através da Campanha da Vida Familiar, vai contra o que a feminista Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood, sempre lutou que era limitar o nascimento de pessoas negras, a quem ela considerava como “menos adequados” para ter filhos.

Sanger, ainda que seja idolatrada pelos movimentos feministas, sempre foi chamada de “promotora de eugenia racista” que visava comunidades negras para estabelecer suas clínicas de aborto.

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“Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood, afirmou que as pessoas de cor são como ervas daninhas; elas precisam ser exterminadas”, disse o dr. Alveda King, diretor de Direitos Civis do Unborn, à CBN News.

É por este motivo que 79% das clínicas da Planned Parenthood estão localizadas em comunidades negras, conforme declarou Penny Nance, presidente e CEO da Concerned Women of America.

Os membros da COGIC são incentivados a participar da campanha de várias maneiras, como aconselhamento do lado de fora de clínicas de aborto ou trabalho com gestantes dentro de centros de gravidez.

Leslie Monet entende que esse trabalho é vital para a sobrevivência da família negra e da igreja negra.

“Precisamos ter certeza de que eles são pró-vida. Precisamos ter certeza de que as crianças estão sendo atendidas no útero e fora dela”, declarou.

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O assunto divide os negros norte-americanos e muitos políticos negros progressistas tentam impedir que as leis anti-aborto sejam implantadas. Por isso a COGIC tem intensificado seus trabalhos para defender a vida.

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