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Opinião

A onda do ódio do bem

Este tipo de comportamento vindo de pessoas não alcançadas pelo Evangelho de Jesus é até, de certa forma, aceitável, mas quando isso vem de um público supostamente evangelizado, é de se desesperar.

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Jamais imaginei que um dia fosse ter o dissabor de testemunhar uma manifestação do chamado “Ódio do Bem”.

Mas o que significa este comportamento? Seria algo mais ou menos assim: Você advoga uma causa, seja ela político partidária, religiosa, ideológica, etc. Todos aqueles que são simpáticos aos pensamentos e interpretações daquilo que você acredita como corretos, são eleitos como as pessoas dignas de sua demonstração de devoção e amor.

Por outro turno, os contraditórios serão imediatamente reputados como réus do inferno e como a escória que destrói e contamina o planeta. Sendo assim, odiá-los seria a maior demonstração de “amor” aos ideais defendidos por você e seus correligionários, ainda que equivocados.

Este tipo de comportamento vindo de pessoas não alcançadas pelo Evangelho de Jesus é até, de certa forma, aceitável, mas quando isso vem de um público supostamente evangelizado, é de se desesperar.

Recentemente um Jornalista, manifestamente ateu, muito conhecido, sofreu um grave acidente que lhe tirou a vida.

Ele tinha uma família com filhos e, independentemente de crer em Deus ou não, nós como cristão teríamos, então, a grande oportunidade de, utilizando das redes sociais, demonstrar amor, consideração, carinho e respeito pelos entes enlutados, manifestando solidariedade e transmitindo conforto a todos, viúva e órfãos que ficaram desamparados de sua companhia e amor.

Seria o momento de todos os ateus sentirem que grande diferença faz termos Deus no coração e como é transcendente este amor. Porém, o que ocorreu, foi exatamente o contrário.

Um bando de “pseudos evangélicos” ignorantes e desmiolados que, pela atitude, demonstram viver de informação e influência terceirizada, tão logo souberam da morte do Âncora, insultaram-no, desqualificaram-no, condenaram-no e pior, destilaram todo o seu “Ódio do Bem”, jogando, por fim, o acidente na conta de Deus.

Tudo por causa de um imbróglio que este tivera com um tele evangelista em 2015, fato este já superado e inclusive com reconhecimento do erro em público. Mas não foi suficiente, as víboras do mal continuaram a Santa Inquisição virtual e a destilar seu veneno mortífero e escandalizador. A insensatez não tem limites.

Jesus nos ensinou exatamente o contrário, amar aqueles que se dizem incrédulos:

“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam”. (Lucas: 6.27-28)

Estes arautos do ódio, travestidos de defensores da verdade serão desmascarados cedo ou tarde. Vocês não representam a Noiva de Cristo, muito menos tem autorização de falar em nome de Deus, nódoas do mal.

Infelizmente a Internet permitiu a germinação e a proliferação de uma horda de demônios das sombras, que vivem escondidos nas trincheiras e nos escombros da Web. São um povo desalmado, lhes falta amor e principalmente conversão. Em um momento advogam o Evangelho que dizem seguir e em outro estão surfando na Deep Web ou se embebedando nas páginas de pornografia.

Faço minhas as palavras de João Batista: Raça de víboras quem vos ensinou fugir da ira vindoura? Produzi frutos dignos de arrependimento. Vocês são a causa de muitos preferirem viver sem Deus, como ateus assumidos, do que ter compartilhar de seu convívio. Arrependam-se enquanto ainda haja esperança.

Deixo um versículo que será um antídoto contra o seu ódio e espero transformá-lo em bem:

Quem odeia, disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade. Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade. Ele pode fingir e esconder o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em público. (Provérbios: 26.24-26)

Que o Senhor Conforte a família enlutada e lhes traga paz.



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