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Mundo Cristão

A luta dos cristãos iraquianos pelos direitos básicos

Cristãos ainda são assolados pelo terrorismo do Estado Islâmico

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Cristãos reconstruindo suas casas. (Foto: Portas Abertas)

Há cinco anos os cristãos iraquianos precisaram abandonar tudo o que possuíam para fugir dos ataques cruéis realizados pelos terroristas do Estado Islâmico.

Sem casa, sem trabalho e com cidades totalmente destruídas pela guerra, os cristãos tentam recuperar o que perderam, mas precisam lutar por seus direitos básicos.

Em Mossul e na planície de Nínive 85% da população fugiu e ainda não pode voltar por conta das patrulhas das milícias apoiadas pelo Irã, as chamadas Forças de Mobilização Popular, que chegam a controlar cidades inteiras.

Um centro jurídico planeja coletar informações sobre violações de direitos, principalmente a violência sectária. O ministério Portas Abertas está apoiando uma equipe jurídica de quatro pessoas que inclui um juiz e um advogado na região de Nínive.

“Somente quando você sabe quais são seus direitos, você pode reconhecer quando há uma violação de seus direitos”, disse um terceiro membro da equipe, um cristão que trabalha em rede com as igrejas locais. Seu nome está sendo retido para ajudar a preservar sua segurança.

O centro jurídico planeja registrar e defender casos nos quais os cristãos estão tendo suas terras roubadas, lhes seja negado o acesso a serviços públicos e em que as mulheres tenham seus direitos negados.

“Todo mundo está falando sobre genocídio, sobre a purificação de cristãos do Iraque, mas esta é nossa terra histórica, e devemos defender nossos direitos de continuar existindo aqui. Também queremos o direito a uma boa educação, de paz e uma boa vida ”, disse o membro da equipe jurídica da Igreja. “É tarde, deveríamos ter começado há 10 anos, mas pelo menos já começamos agora, então talvez haja esperança”.

A Portas Abertas vê essa iniciativa no Iraque como um dos projetos mais importantes para garantir a igualdade de direitos dos cristãos no Iraque. A organização acredita na importância de aumentar a capacidade local dos cristãos locais para defender seus direitos. É também crucial que não ajudemos apenas a reconstruir cidades e aldeias cristãs, mas, mais importante, ajudamos a garantir um quadro jurídico no qual os seus direitos e futuro estejam protegidos.

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