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Sociedade

“A justiça de Cristo é baseada no diálogo”, afirma mediador de conflitos

Defensor da justiça restaurativa, ele acredita que “É uma justiça de mais qualidade, mas mais difícil de ser feita”.

Publicado

em

Fernando Grego
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Segundo o professor universitário e mediador de conflitos, Frederico Greco, a “justiça restaurativa” é diferente da justiça tradicional por focar nas relações humanas e tentar restaurar relacionamentos. “É algo novo pra nós, porém, a ideias e as práticas são bem antigas”, explica em entrevista ao programa Mente Aberta.

O pedido de justiça no Brasil, muitas vezes, vem com “sangue nos olhos”, como especifica o apresentador Cássio Miranda. A justiça parece ter uma conotação de vingança, segundo ele. “Será que o brasileiro tem mais desejo de uma justiça punitiva do que a restaurativa?”, pergunta.

O desejo de punição vem da raiva

“Infelizmente, a nossa sociedade tá muito acostumada com um padrão de justiça que é sinônimo de vingança e de punição”, acredita Grego. Por que isso? Ele explica que o desejo de punir alguém vem da raiva. E a raiva vem de julgamentos.

“Quando eu julgo a conduta de outro (…) a tendência é que eu sinta raiva. Com o sentimento da raiva em mãos, eu vou buscar a punição”, disse. O professor cita que existe uma justiça melhor que é baseada no diálogo.

“Cristo é a personificação do diálogo entre Deus e os homens”, cita como exemplo. Mas o ser humano age a partir de normas de conduta que ele estabelece para si, conforme o professor, e os padrões das pessoas são diferentes. Ele assegura que é na diferença de padrões que há julgamentos.

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Defensor da justiça restaurativa, o professor conclui: “É uma justiça de mais qualidade, mas sem dúvida nenhuma, é uma justiça muito mais difícil de ser feita”, finaliza.

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