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Opinião

A Globo não sabe perder

Miriam Leitão e o monopólio da informação.

Maycson Rodrigues

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Miriam Leitão
Miriam Leitão fazendo comentários na Globo. (Foto: Reprodução / Globo)
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Há profissionais e profissionais. Uns prezam pela verdade dos fatos; outros produzem factóides. Alguns querem informar o leitor, mas há quem queira investir pesado na “desinformação”.

Como funciona o mercado? A equação é simples: dialética da demanda x oferta. Quanto mais desejam algo, mais deste algo se disponibilizará para o consumo. Assim é no comércio, nas transações imobiliárias, na indústria e não é diferente no mercado midiático.

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Jornalista vende matéria. Seu produto é a História que está sendo escrita. Logo, uma colunista como a Miriam Leitão tem de falar sobre tudo aquilo que o público quer saber. E hoje, com o avanço do acesso à informação via redes sociais, o povo está mais interessado em saber sobre o cenário político atual.

No entanto, Leitão e seus colegas jornalistas do grupo Globo precisam atender a interesses que superam suas independências e liberdades. O patrão conta com o dinheiro da publicidade estatal! O capitalismo reina no coração dos diretores e os funcionários devem saber muito bem disso!

Assim, faz-se vital reagir contra Jair Bolsonaro.

Quem se lembra da entrevista mítica do então candidato à presidência ao Jornal Nacional? Cada pergunta era uma bola de vôlei levantada pelo Bruno da seleção brasileira para o hoje Presidente cortar. Talvez, após aquela entrevista tenha acontecido alguma reunião para “rever a estratégia”.

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Digo isso porque Bolsonaro já estava muito a frente dos seus adversários nas pesquisas e o Lula já era um presidiário.

Não demorou muito e o Grupo Globo tentou uma nova investida, agora no canal Globo News.

Quem se lembra do episódio “médium” da Miriam Leitão ao vivo falando através do ponto eletrônico a nota editorial contra a fala do ex-candidato que expôs a ligação direta entre o dono da TV e o golpe parlamentar de 64?

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Uma cena completamente risível.

Agora, Miriam escreve uma coluna tentando desqualificar o Presidente por sua trajetória parlamentar não empolgante. E ainda disse que ele não sabe o que faz e que os eleitores estão arrependidos.

Dia 26 ela vai constatar isso – ainda que as manifestações não sejam diretamente em favor dele.

Caro leitor, o Presidente é tão limitado na sua atuação política quanto foi Lula e Dilma. Talvez eu pudesse dizer com convicção que Bolsonaro foi muito mais relevante no parlamento do que estes dois juntos. Você sabia que o Lula já foi Deputado Federal? Sabia que Dilma nunca foi parlamentar e ainda perdeu as eleições ao Senado por Minas Gerais no ano passado?

A diferença é que agora temos um político no poder presidencial que reduziu a quantidade de ministérios, apresentou um projeto de Nova Previdência que factualmente vai alavancar a economia, atrair investidores e gerar milhões de empregos, chamou para o Ministério da Justiça ninguém menos do que o então Juiz Federal Sérgio Moro, que é um ícone nacional na luta contra a corrupção sistêmica que ainda vigora no país, reduziu os gastos públicos considerando que o cenário econômico não permite um aumento de gastos e, qualquer um que fosse eleito, se quisesse administrar as contas dentro da Lei, teria de cortar verbas para conseguir a aprovação no Tribunal de Contas da União, além de não fazer nenhum “pacto democrático” loteando com o Centrão e outros partidos de esquerda as verbas e cargos no Governo.

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Isso tudo para a Miriam Leitão é ruim. E para você?

Agora, sabemos que não estamos falando de um governo perfeito. Houve caneladas no Twitter, declarações polêmicas desnecessárias, o ainda mal explicado caso “Queiroz”, o esquema de “candidaturas laranja” no seu partido, além de outras atitudes de quem não tem mesmo experiência na atuação governamental.

Ainda assim, creio ser apressado demais dizer que o presidente está perdido, que o Governo é um retrocesso e que o povo está à deriva. Eu não olho para um passado tão distante e lembro-me do dinheiro do povo indo para “Mensalão”, “Petrolão”… enfim, ainda tenho esperança de que o Brasil tomará novos rumos.

Só que isso depende sim do Bolsonaro, mas também do Maia, do Alcolumbre, do Dias Toffoli e do restante dos servidores públicos que compõem os poderes da República. Depende também do povo, de estar cobrando estes funcionários e deixando de lado o partidarismo e a idolatria política. Nosso Messias é Jesus Cristo e ponto final. Porém, Deus colocou Jair Bolsonaro para presidir o país e é dever de todo cristão maduro orar por ele e por todas as autoridades constituídas.

Só não dependemos mesmo é do Grupo Globo. Se dependêssemos deles, aí sim estaríamos perdidos, porque o Brasil não pode estar de joelhos para empresa nenhuma e o monopólio da verdade da informação não é e nunca será propriedade de um grupo jornalístico.

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“O povo não é bobo…”

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Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.