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Mundo Cristão

A família pode se tornar um ídolo?

Pesquisa constata que a minoria dos evangélicos coloca a fé em primeiro lugar na lista de prioridades

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Família
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A fé em Deus é mais importante que a família? Uma pesquisa do Instituto Pew, divulgada esta semana, mostra que, para a maioria das pessoas, a família era “o aspecto mais significativo de suas vidas” (40%), a carreira aparece em segundo (34%), seguida por dinheiro (23%), enquanto a fé apenas em quarto (20%).

Entre os cristãos, os índices variam um pouco. Mais da metade (53%) diz que sua fé oferece um “grande sentido” para a vida e 29% identificou a religião como sua “fonte mais importante de sentido” para sua existência. Neste segmento, os entrevistados também eram mais propensos do que a população em geral a colocar a família no primeiro lugar (42%).

A pesquisa reflete, em parte, uma questão que gera conflitos dentro da igreja americana: como defender os ensinamentos bíblicos sobre casamento, filhos, adoção e unidade familiar sem deixar a família se tornar uma fonte de sentido acima de Cristo? Em suma, até que ponto os cristãos tratam a família como um “ídolo”.

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Ídolos evangélicos

O debate sobre idolatrar a família se acirrou recentemente quando o pastor e professor do Seminário Teológico Reformado, Kevin DeYoung, declarou em sua conta no Twitter: “Uma das idolatrias aceitáveis ​​entre os cristãos evangélicos é a idolatria da família”.

Centenas de evangélicos responderam, muitos criticando a afirmação. Outros concordaram, ressaltando a preocupação de que as expectativas familiares em certas igrejas isolam solteiros, viúvas e casais sem filhos.

A polêmica aumentou quando o influente ministério Focus on the Family – voltado para a defesa da valores familiares – compartilhou o tweet de DeYoung, dizendo: “[Deus] não pode ser o segundo. Então, se a família é a primeira em nosso coração, então a família se tornou um ídolo. Quando qualquer um de nós faz da família um ídolo, começa de modo lento, mas seguro a tirar Deus da sua vida”.

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DeYoung, que é casado e espera seu oitavo filho, usou seu blog para explicar sua posição, dizendo que “um compromisso com a família não deve vir antes de um compromisso com Deus” e “de acordo com a Bíblia, a família é algo boa e fundamental, mas não o mais importante de tudo”. Ele argumentou usando Marcos 3: 31–35, quando Jesus declarou: “Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

As discussões cristãs sobre idolatrar a família frequentemente dividem opiniões. O teólogo reformado Tim Keller fez um amplo debate sobre quais seriam os “ídolos” aceitos pelos evangélicos em seu best seller “Falsos deuses”.

Para ele, “ídolo é qualquer coisa que seja mais importante que Deus para você, qualquer coisa que absorva o seu coração e imaginação mais que Deus, qualquer coisa que só Deus pode dar”.

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Keller acredita que muitas igrejas transformaram em “ídolo” não só a família, mas também colocaram as posses materiais, o rigor doutrinário e a retidão moral nesse patamar.  “Pensando que estávamos conhecendo a Deus enquanto recorremos a outras esperanças vãs, com consequências devastadoras”, assegurou.

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