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Internacional

A era de Evo acabou e a de Cristo está nascendo, diz pastor boliviano

Líderes religiosos esperam que o próximo presidente seja um conservador

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Luis Fernando Camacho. (Foto: Daniel Walker / AFP via Getty Images)

A saída do presidente Evo Morales do governo da Bolívia foi, para os católicos e protestantes, o primeiro passo para a transformação do país.

Enquanto grupos esquerdistas dizem que Morales foi vítima de um golpe, a população entende que foi a revolta popular que afastou o ditador do poder.

Mas para o pastor Luis Aruquipa Carlo, foi “a glória de Deus” que afastou o presidente. Ele, como líder da coalizão conservadora de igrejas bolivianas chamada Conselho Nacional Cristão, diz que horas antes do voo de Morales partir para o México, o esquerdista recebeu um decreto divino: “Faraó, deixe a Bolívia em paz!”.

“Acredito que, assim como Ele libertou Israel do faraó do Egito, ele libertou a Bolívia do faraó Evo”, disse Aruquipa, antes de declarar: “A era de Evo está chegando ao fim. E a era de Cristo está nascendo”.

A visão conservadora do pastor tem outros apoiadores. Acredita-se até que nas próximas eleições a direita religiosa esteja fortalecida.

“[Sob Morales] estávamos nos transformando em uma nação atrasada – as pessoas queriam legalizar o aborto, legalizar o casamento gay, queriam legalizar os satanistas!”, revelou o pastor ao The Guardian.

Quem também espiritualizou a questão política boliviana é a pastora Irene Squillaci que viu o apoio sobrenatural para a queda de Morales. “Eu vejo isso como uma batalha entre o bem e o mal”, declarou ela que espera a eleição de “um aliado dos princípios” cristãos conservadores.

Um dos nomes mais cotados é de Luis Fernando Camacho, um ativista católico conservador que liderou a acusação contra Morales após as disputadas eleições de outubro.

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