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Opinião

A confissão de Benny Hinn

Vários danos foram causados.

Leandro Bueno

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Benny Hinn. (Foto: Reprodução / Youtube)

Hoje, estava lendo em vários sites, que o conhecido pastor Benny Hinn confessou que a pregação da Teologia da Prosperidade foi um erro. E minha memória, volta no tempo, quando eu, ainda adolescente, fui conhecer sua igreja, cuja sede ainda era em Orlando, na Flórida, pois havia ficado maravilhado com o seu livro, BOM DIA, ESPÍRITO SANTO, que foi um megasucesso.

O livro trazia a ideia de como podemos nos comunicar livremente e de uma forma direta com o Espírito Santo.

Porém, ao passar dos anos, fui vendo que o seu ministério passou a ter uma fixação apenas em milagres e na heresia da Teologia da Prosperidade, que alguns chamam também de Evangelho da Prosperidade. É uma doutrina que defende que a benção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel.

Se, por um lado, é muito positiva a confissão de Benny Hinn, por outro lado, vários danos foram causados, principalmente no meio pentecostal/neopentecostal, com tais ensinamentos. Muitas pessoas se decepcionaram com as igrejas, ao verem membros passando necessidades e pastores comprando jatinhos e vivendo de forma nababesca.

Neste contexto, lembro-me de um amigo meu, que é engenheiro civil aqui em Brasília, e que ajudou na construção da mansão de um destes pastores que pregam a Teologia da Prosperidade. Mesmo sabendo que meu amigo passava uma crise aguda, nunca buscou ajudá-lo, apesar do líder nadar em dinheiro e só gostar de andar rodeados de políticos e de gente influência.

O fato é que o conceito de prosperidade para Deus é algo totalmente diferente daquilo que estamos acostumados a pensar, a começar pela consciência de que tudo que temos é de Deus, sendo que nós somos meros mordomos, e devemos fielmente exercer nossos encargos. O problema não é a pessoa ter ou não dinheiro, porém, quando riquezas se apresentam, a pessoa tende a virar arrogante e colocar sua esperança no dinheiro e pensar apenas em si.

Ocorre que em 1 Timóteo 6:17, a Bíblia conclama os ricos no presente mundo que não sejam orgulhosos, nem depositem a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus que nos concede generosamente tudo o que precisamos para viver satisfeitos.

Em minha igreja, tenho desde o mês de agosto passado, feito o curso de finanças CROWN, que é um ministério americano e divulgado no Brasil pela Universidade da Família e que mostra como a Bíblia vê a questão do dinheiro e é impressionante as várias coisas que ela nos ensina acerca do tema.

Infelizmente, a meu ver, no Brasil, não temos em nossas escolas, disciplinas de Educação Financeira, onde poderiam ser passados para as pessoas vários conceitos importantes como o que são as dívidas, como elas são geradas, a questão da honestidade nos negócios, a importância do aconselhamento na área, a diferença entre desejos/consumismos e necessidades, etc.

Fazendo o curso que estou quase concluindo, vejo como minha vida poderia ser bem diferente nesta área, se conceitos básicos tivessem sido ministrados na minha vida, desde a tenra idade por meus pais ou minha escola, mas, não tive essa sorte, pois eles viam o dinheiro como um tema “tabu”, algo que não se deveria conversar.