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Ciência & Saúde

“A ciência não mata Deus”, diz físico brasileiro

Para o professor de Física e Astronomia, a ciência e a religião não são inimigas.

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Marcelo Gleiser
Marcelo Gleiser. (Foto: Dartmouth College/Eli Burakiae/Divulgação)

O físico teórico brasileiro Marcelo Gleiser acredita que religião e ciência não são inimigas, ao contrário do que muitos estudiosos pensam e pregam.

Como professor de Física e Astronomia, especializado em Cosmologia, Gleiser é agnóstico e julga o ateísmo como “inconsistente com o método científico” por ser “uma crença na não-crença”.

“O ateísmo é uma crença na não-crença. Então você nega categoricamente algo contra o qual você não tem provas”, declarou ele que nesta terça-feira (19) venceu o prêmio Templeton, uma premiação que contempla anualmente uma personalidade que explora “a dimensão espiritual da vida”.

Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos desde 1986, ciência e religião estão direcionadas para responder perguntas muito similares sobre a origem do universo e da vida.

Ele cita, por exemplo, que a Bíblica começa explicando sobre a história da Criação. A diferença, para ele, entre cientistas e religiosos é a dúvida sobre este processo. O método científico é feito por hipóteses refutáveis e isso não acontece com as religiões.

“A ciência pode dar respostas a certas questões, até um certo ponto”, disse o professor que acredita que estamos “cercados de mistério”.

Em entrevista à AFP na segunda-feira, ele declarou: “A ciência não mata Deus”. Ele entende, porém, que muitos religiosos consideram a ciência como inimigo por acreditarem que os cientistas querem “matar Deus”.

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