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devocional

A batalha dos sentimentos

Precisamos aprender a lidar com alguns tipos de sentimentos.

José Brissos-Lino

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Mulher triste com cartaz de sorriso (Sydney Sims / Unsplash)

Paulo escreve aos coríntios a encorajá-los face às lutas de cada dia, pois o que importa não é tanto o que sentimos mas o que Deus diz. Porque não andamos pelo que sentimos nem pelo que vemos, mas pelo que cremos (fé).

Somos seres humanos e portanto vulneráveis. Chegam a nós todos os tipos de sentimentos. Como filhos de Deus precisamos aprender a lidar com alguns tipos de sentimentos, como os impuros, por exemplo.

Ou os negativos, que se reflectem sobre as outras pessoas (ex: raiz de amargura, inimizade, e outros). Mas também os que se reflectem sobre nós próprios. O texto de II Coríntios 4:8-13 permite-nos algumas reflexões: 

Tribulação, mas não angústia (v 8a)

Tribulação significa aflição, adversidade, desassossego. E angústia representa estreiteza, aflição acompanhada de opressão e tristeza. A Bíblia diz que o próprio Jesus se angustiou: “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se” (Marcos 14:33).

Portanto, é natural que também nós tenhamos nalgum momento que enfrentar sentimentos semelhantes, mas há um segredo para enfrentar a tribulação: é saber que a tribulação redunda em crescimento pessoal:

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:3-5).

Perplexidade, mas não desânimo (8b)

Perplexidade significa hesitação, dúvida, ambiguidade. E desânimo representa falta de ânimo, desalento. Mas a Bíblia diz:

“Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor. (Porque andamos por fé, e não por vista) (2 Coríntios 5:6,7).

Há um segredo para enfrentar a perplexidade: é lembrar o gozo da salvação:

“Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Isaías 51:11).

Perseguição, mas não desamparo (9a)

A perseguição não é nada de novo, mas apenas a história da fé cristã. E o desamparo representa falta de amparo, falta de protecção, abandono, penúria. Mas a Bíblia declara-nos o testemunho do salmista:

“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão” (Salmos 37:25).

O segredo para enfrentar a perseguição é procurar o alto refúgio em Deus:

“Porém livra ao necessitado da opressão, em um lugar alto, e multiplica as famílias como rebanhos. Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a iniquidade tapará a boca. Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as benignidades do Senhor (Salmos 107:41-43).

Abatimento, mas não destruição (9b)

Abatimento significa deslocamento para baixo, fraqueza, diminuição, humilhação. E a destruição representa o acto ou efeito de destruir, ruína, devastação. Mas a Bíblia afirma claramente:

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas (2 Coríntios 10:4).

Sendo assim, o segredo para combater o abatimento é confiar no Senhor:

“Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre” (Salmos 125:1,2).

Temos que nos identificar com a morte de Cristo para que a Sua vida em nós habite 

“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos” (10).

“E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal” (11).

Como está escrito, se o grão de trigo não morrer…

 O espírito de fé leva à confissão da fé 

“E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos (13). 

Não percas a batalha dos sentimentos. Vive pela fé.

Nasceu em Lisboa (1954), é casado, tem dois filhos e um neto. Doutorado em Psicologia, Especialista em Ética e em Ciência das Religiões, é director do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, em Lisboa, coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo e investigador.

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