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Opinião

A Amazônia e a fumaça da desinformação

Quem usa da pós-verdade não quer informar ou alertar para um fato.

Maycson Rodrigues

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Reserva Florestal Jamanxim, na Amazônia
Reserva Florestal Jamanxim, na Amazônia (Foto: Leonardo Milano/Agência Brasil)

Estava ouvindo o brilhante comentarista político da rádio Joven Pan, Caio Coppolla, e ele discorria sobre a situação atual envolvendo a Amazônia que é nossa e não dos franceses como tentou dizer o Macron, que é o presidente da França.

No seu comentário, Coppolla destrinchava o conceito de pós-verdade, que é a valorização do “apelo emocional em detrimento da verdade dos fatos” na comunicação contemporânea; ou seja, a opinião pública é moldada mais pela emoção do que pela razão, de modo que sentimentos e sensações passam a importar mais do que números e dados.

O terreno da pós-verdade é bastante fértil para a construção de narrativas falaciosas, de acordo com o comentarista da Pan. E o método adotado é o da repetição e o da reprodução em massa deste tipo de abordagem dos acontecimentos.

Quem usa da pós-verdade não quer informar ou alertar para um fato, e sim manipular as massas para que, pelo apelo emocional e por meio de incitações ao pânico geral, possam reverberar a narrativa (que muitas vezes é falaciosa) ao alcance mais longínquo possível.

As redes sociais se tornam num instrumento importante de disseminação de falsas informações ou de propagandas que visam tão somente jogar no lixo a reputação do Brasil.

O presidente Macron divulgou uma foto de um fotógrafo morto em 2003 para falar de um suposto fato deste ano. Qual é o nome disso? FAKE NEWS.

Logicamente, cabe ao leitor não ser ingênuo ao ponto de achar que este problema ambiental no país inexiste ou que é “tudo bem” o presidente acusar ONG’s sem provas. A questão ambiental é séria, tem implicações na subsistência humana e uma coisa não podemos deixar de mencionar: há muitos interesses em jogo.

Pense comigo. Você sabia que o Brasil é o país que mais preserva a natureza no mundo? São 2/3 de preservação ambiental, enquanto nos EUA são apenas 15% do território e outros países da Europa – estes mesmo que estão dando gritos de histeria na mídia – possuem um percentual ainda mais pífio.

Será que estão preocupados mesmo com o futuro do Planeta ou estão preocupados com as políticas do governo atual que estão reavaliando contratos e concessões para a exploração da Amazônia por parte desses internacionalistas?

A meu ver, estão alarmando tanto porque o Brasil tem um potencial de crescimento da produtividade agrícola que nenhum outro país da Europa poderá ter, e isso tem implicações comerciais contundentes.

Cabe-nos buscar uma informação que não esteja afetada pela militância que instrumentaliza uma causa nobre e de suma importância para atingir fins de interesses próprios ou mesmo de terceiros, que sempre relacionados estão ao dinheiro e também o poder.

A soberania nacional é colocada em xeque com o subterfúgio perverso de que os países do G7 “estão preocupados com a Amazônia” – que é nossa, mas que eles pensam ser deles também.

Tenha cautela com o que você lê e ouve por aí, pois muita coisa não é verdade, e sim pós-verdade.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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