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Ciência & Saúde

3 maneiras que a ciência pretende acabar com a escassez de órgãos

Em média, 8 mil acabam morrendo por não conseguir o transplante nos EUA.

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Transplante de coração
Transplante de coração. (Foto: Shutterstock)


Na tentativa de salvar milhares de pessoas que morrem, anualmente, nas enormes filas de espera para transplante de órgãos, pesquisadores americanos apelam para “órgãos de porco”, já que o animal é anatomicamente semelhante aos humanos.

Atualmente, nos Estados Unidos, há cerca de 110 mil pessoas na fila, conforme os dados da Rede Unida para Compartilhamento de Órgãos (UNOS, sigla em inglês). Em média, 8 mil acabam morrendo por não conseguir o transplante.

De acordo com a NBC News, por esse motivo, pesquisadores e médicos estão explorando novas estratégias para aumentar a oferta de órgãos necessários para atender à demanda. Entre elas o avanço das pesquisas com células-tronco em um esforço para curar o tecido danificado do órgão.

Também há o desenvolvimento de técnicas de biofabricação 3D de órgãos humanos. A outra solução está na tentativa de transplantar órgãos de porco nas pessoas, procedimento conhecido por xenotransplantação ou transplante de órgãos entre espécies.

“Estamos em fase de ensaios clínicos, há um ou dois anos”, esclareceu o dr. Klassen, que trabalha na UNOS. Segundo o médico, o xenotransplante não é inteiramente novo.

“As válvulas cardíacas de porco foram usadas por muitos anos sem efeito negativo e raramente provocam rejeição”, revela.

Alguns cientistas acreditam que transplantes de órgãos inteiros de porcos geneticamente modificados são possíveis num futuro próximo, isso se as barreiras imunológicas e fisiológicas puderem ser superadas.

O movimento coordenado ocorre em um momento de crise na saúde dos americanos. Aumento da obesidade, diabetes e doenças renais graves. Pessoas que morrem com doenças desse tipo não podem doar seus órgãos.

 

 



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